Vale a pena investir em eletroposto em 2026?
- Guilherme Matos
- 3 de jun.
- 6 min de leitura

Em abril de 2026, os veículos eletrificados representaram 16,2% de todas as vendas de automóveis e comerciais leves no Brasil, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Foi o melhor mês da série histórica. No acumulado do primeiro quadrimestre, o setor cresceu 124% em relação ao mesmo período de 2025. A frota elétrica no Brasil não está crescendo de forma gradual. Está acelerando. E a infraestrutura de recarga ainda está muito atrás. É nesse descompasso que mora a oportunidade para quem pergunta se vale a pena investir em eletroposto hoje.
O tamanho real do déficit de infraestrutura
O Brasil conta hoje com pouco mais de 21 mil eletropostos públicos e semipúblicos, conforme levantamento da ABVE de fevereiro de 2026. É um número que parece expressivo até ser comparado ao que a demanda vai exigir.
Um estudo da McKinsey Brasil projeta que, com uma frota de 1,4 milhão de veículos elétricos esperada para 2030, o país precisará de aproximadamente 580 mil carregadores, sendo 90 mil públicos e 490 mil residenciais e de frotas. Isso representa uma oportunidade de mercado de aproximadamente R$ 6,8 bilhões para empresas do setor de recarga, podendo chegar a R$ 13,4 bilhões quando somada a demanda de energia.
A diferença entre os 21 mil pontos atuais e os 580 mil necessários em menos de quatro anos define o contexto do investimento. Quem entra antes ocupa localização, constrói base de usuários e aprende o modelo operacional antes de a concorrência se densificar.
O que os dados de crescimento indicam sobre a demanda futura
Os números da ABVE para 2025 e 2026 ajudam a entender a velocidade da transição:
2022 (jan-abr): 1.747 elétricos puros emplacados
2023 (jan-abr): 2.545 elétricos puros emplacados
2025 (jan-abr): 17.695 elétricos puros emplacados
2026 (jan-abr): 48.514 elétricos puros emplacados
Em quatro anos, os emplacamentos de elétricos puros no primeiro quadrimestre cresceram quase 28 vezes. A ABVE projeta que 2026 pode se aproximar da marca de 300 mil veículos eletrificados vendidos no ano, o que seria mais que o dobro do volume de 2024.
Do lado da energia, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta que o consumo de eletricidade relacionado aos veículos elétricos deve saltar de 627 GWh em 2025 para 7,8 TWh em 2035, crescimento acumulado de 1.140% em dez anos, com taxa média anual próxima de 29%. Isso significa que a demanda por recarga vai crescer de forma estrutural e sustentada, não como tendência passageira.
Quais são os modelos de negócio possíveis
Investir em eletroposto não tem um único formato. Há pelo menos quatro modelos com viabilidade comprovada no mercado brasileiro atual:
Recarga no destino
Pontos de recarga em estacionamentos de shoppings, supermercados, hotéis, restaurantes e torres comerciais. O motorista recarrega enquanto consome no estabelecimento. O operador monetiza o serviço de recarga e aumenta o tempo de permanência do cliente no local. A McKinsey identifica esse como o segmento de maior oportunidade para novos entrantes no Brasil.
Recarga em corredor
Eletropostos DC rápidos em postos de combustível, às margens de rodovias ou em cidades estratégicas nos principais corredores do país. Atende motoristas em trânsito com necessidade de recarga rápida. Requer maior investimento inicial, mas com alta rotatividade por ponto.
Recarga para frotas corporativas
Empresas com frotas de veículos elétricos próprias que instalam infraestrutura de recarga em suas garagens. O retorno vem da redução de custo de abastecimento em relação ao combustível fóssil e da gestão centralizada da recarga.
Recarga como serviço para terceiros
Operadores que instalam e gerenciam redes de recarga em locais de terceiros, dividindo receita com o proprietário do espaço. Modelo que permite escalar sem necessidade de imóvel próprio.
O que o regulador já garantiu
A segurança jurídica do negócio está estabelecida. A Resolução Normativa 1.000/2021 da ANEEL definiu a recarga de veículos elétricos como um serviço livre, o que significa que qualquer operador pode comercializar o serviço de recarga sem precisar de concessão de serviço público.
A ANEEL também abriu a Consulta Pública CP 42/2025 para revisar as regras de conexão de carregadores às redes de distribuição, com foco em simplificar procedimentos e reduzir prazos de conexão para novos projetos. O movimento regulatório aponta na direção de facilitar a expansão, não de restringir.
O que define o retorno do investimento
O retorno de um eletroposto depende de variáveis que precisam ser calculadas com os dados específicos de cada projeto:
Localização e fluxo: número estimado de veículos elétricos que passam ou ficam no local por dia
Tipo de carregador: potência, velocidade de recarga e compatibilidade com a frota local
Modelo de tarifação: por kWh, por tempo de conexão ou por sessão
Custo do kWh na tarifa do local: quanto o operador paga de energia e quanto cobra por ela
Investimento inicial: equipamento, infraestrutura elétrica, projeto técnico e instalação
Custo operacional: manutenção, sistema de gestão e eventual comissão ao proprietário do espaço
Esses números produzem um resultado diferente para cada localização e perfil de uso. Por isso, calcular o retorno antes de decidir é o caminho mais seguro.
O simulador de estação de recarga WEMOB da Unitek foi desenvolvido para exatamente isso: inserir os dados do seu projeto e receber uma estimativa de investimento e retorno antes de qualquer comprometimento financeiro.
[Simule o retorno do seu eletroposto agora](https://wemob.unitek.ind.br/)
O que diferencia um projeto bem-feito de um que gera retrabalho
A maioria dos problemas em eletropostos instalados no Brasil nos últimos anos tem a mesma origem: projeto elétrico inadequado, equipamento sem certificação ou instalação feita sem levantamento técnico prévio. O resultado é um ponto que funciona abaixo da capacidade, que gera falhas frequentes ou que precisa ser refeito depois de algum tempo.
Um eletroposto bem executado começa com o levantamento técnico do local, passa por um projeto elétrico assinado por engenheiro habilitado com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), usa equipamentos com certificação INMETRO compatíveis com as normas NBR-IEC, e conta com comissionamento correto antes de entrar em operação.
A Unitek, como revendedora autorizada WEG, fornece as estações WEMOB com todo esse processo estruturado: levantamento técnico, projeto, fornecimento de equipamentos certificados, instalação por equipe especializada e suporte técnico pós-implantação. Para quem está investindo em um ativo que precisa operar com confiabilidade, isso reduz risco desde o início.
Checklist: o que avaliar antes de decidir investir em eletroposto
Qual é o fluxo estimado de veículos elétricos no local por dia?
O local tem infraestrutura elétrica compatível ou precisará de adequação?
Qual é o modelo de monetização mais adequado ao perfil do local?
O fornecedor escolhido realiza levantamento técnico antes de apresentar proposta?
Os equipamentos têm certificação INMETRO?
Há sistema de gestão para monitoramento, tarifação e controle de acesso?
O projeto prevê crescimento futuro do número de pontos?
Qual é o retorno esperado com base nos dados específicos do projeto?
FAQ
Vale a pena investir em eletroposto em 2026?
Os dados de mercado indicam que sim para quem tem localização estratégica e consegue dimensionar o projeto corretamente. A frota elétrica cresceu 124% no primeiro quadrimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo a ABVE, e a demanda por recarga cresce junto. A McKinsey projeta R$ 6,8 bilhões em oportunidades para o setor até 2030. O retorno depende do modelo de negócio, da localização e do investimento inicial, o que torna a simulação do projeto o primeiro passo obrigatório.
Qual é o prazo de retorno de um eletroposto?
O prazo varia conforme o investimento inicial, o volume de recargas por mês e o modelo de tarifação. Projetos em locais de alto fluxo com carregadores DC rápidos tendem a ter retorno mais rápido. Para calcular o retorno estimado do seu projeto específico, o simulador WEMOB da Unitek processa essas variáveis e entrega uma estimativa antes de qualquer decisão.
Preciso ter uma empresa para operar um eletroposto?
Tecnicamente não é obrigatório, mas para emitir notas fiscais pelo serviço de recarga e operar de forma regular é recomendável ter pessoa jurídica. A Resolução Normativa 1.000/2021 da ANEEL não exige concessão pública para comercializar o serviço de recarga.
Quais locais têm mais potencial para um eletroposto?
Shoppings, supermercados, restaurantes, hotéis, postos de combustível em rodovias, condomínios comerciais e empresas com frotas elétricas são os perfis com maior demanda identificada no mercado brasileiro atual. Cada um tem um tipo de carregador e modelo de tarifação mais adequado.
Como a Unitek pode ajudar no projeto?
A Unitek fornece as estações de recarga WEMOB com projeto técnico, instalação, comissionamento e suporte técnico especializado como revendedora autorizada WEG. O processo começa com o levantamento técnico do local e inclui toda a documentação necessária para a operação regular do eletroposto.
Conclusão
O Brasil está no meio de uma transição automotiva que não tem volta. Os números da ABVE, da EPE e da McKinsey apontam na mesma direção: a demanda por recarga vai crescer de forma expressiva nos próximos anos, e a infraestrutura atual está longe de atender essa demanda.
Investir em eletroposto em 2026 significa entrar num mercado ainda pouco saturado, com respaldo regulatório claro e demanda crescente. O retorno depende de escolhas técnicas e comerciais que precisam ser calculadas com os dados reais do projeto.
Antes de decidir, simule. O simulador WEMOB da Unitek processa as variáveis do seu projeto e entrega uma estimativa de investimento e retorno para apoiar uma decisão fundamentada.
[Acesse o simulador de estação de recarga WEMOB da Unitek](https://wemob.unitek.ind.br/)
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